terça-feira, fevereiro 23

Perspectiva

Por toda a minha existência sempre cri que estivesse à frente do projeto da minha vida. O que fazer, decisões a tomar, emoções. Em alguns momentos, pode-se dizer que isso foi verdade. Fazer o mestrado, estudar francês em vez de espanhol, enfim. Agora estou numa cidade estranha, com todo o tempo do mundo para fazer o que tiver vontade, e o horizonte parece inteiramente sem perspectivas. É preciso assumir as rédeas. Definir as intenções de futuro. Tentar ser independente da vontade dos outros. Não que a interferência seja direta. Mas há um fator de culpa que me move a sempre fazer o que eu acho vá ser aprovado. Aqui, morando sozinha, sem ninguém esperando minha volta para casa, sem atividades objetivas a fazer pelas próximas duas semanas, é só o vazio... Juju, quem você quer ser quando crescer?

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