terça-feira, janeiro 19

Chez moi e o conforto de si...

Há uns dois dias estou com a convicção filosófica de que fui vítima de um grave desencontro do destino. Vítima é modo de falar, obviamente, considerando que há, sempre, uma parcela de responsabilidade nos erros (nossos e alheios) de que fazemos parte.
Minha tentativa agora é de descobrir um modo de encontrar o que foi desencontrado. Ontem fui deitar e passei uns bons minutos olhando as mãos, os pés, os poros, numa tentativa desesperada de conforto em mim. Preciso me acostumar a minha própria companhia. Como eu escrevo para ninguém, não me incomodo mais de "compartilhar" certas intimidades.

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