Como, no Brasil, Império e Liberalismo são ideias que podem, perfeitamente, vir juntas, aproveito para colocar um trechinho de uma obra muito esclarecedora, sobre o contexto de criação das escolas de direito no Brasil e do seu caráter conservador (apesar de liberal)... confuso? Não! Brasileiro.
"Ao contrário da Coroa espanhola, que desde o século XVI dotou suas colônias de universidades, Portugual não incentivou a emergência de instituições culturais autônomas e laicas, que só surgem a partir do século XIX, quando o país supera seu estatuto político de Colônia.
No caso brasileiro, os dois mais importantes centros de recepção, elaboração e difusão de idéias à época são as já referidas Escolas de Direito. Na Academia Paulista foi gestada a modalidade brasileira de Liberalismo, o que representou um tour de force de adaptação do modelo europeu, tendo em vista a conjunto sociopolítica brasileira, marcada por uma realidade escravocrata, por um Estado monárquico e patrimonial e, ainda, pela dependência econômica e cultural das nações centrais" (VELOSO, Mariza; MADEIRA, Angélica. Leituras Brasileiras: Itinerários no Pensamento Social e na Literatura. São Paulo: Paz e Terra, 1999, pg. 70)
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