
Sou uma grande fã de coletâneas de contos e crônicas, que são muito providenciais naqueles momentos da vida em que o esgotamento mental é tamanho que não há disposição de espírito para qualquer romance, mesmo aqueles mais leves. Por isso costumo manter sempre um livrinho desses à mão para uma necessidade e confesso que os do Fernando Sabino são os melhores.
Fiquei muito feliz quando, numa dessas buscas desinteressadas na livraria, encontrei uma nova coletânea de contos do Machado de Assis, em 6 volumes, organizada pelo João Cezar de Castro Rocha, como resultado de uma pesquisa fomentada pelo CNPq, através da FAPERJ.
Fiquei muito feliz quando, numa dessas buscas desinteressadas na livraria, encontrei uma nova coletânea de contos do Machado de Assis, em 6 volumes, organizada pelo João Cezar de Castro Rocha, como resultado de uma pesquisa fomentada pelo CNPq, através da FAPERJ.
São os volumes:
1) Música e Literatura;
2) Adultério e Ciúme;
3) Filosofia;
4) Dissimulação e Vaidade;
5) Política e Escravidão;
6) Desrazão.
Achei muito boa a divisão temática, porque facilita o trabalho de comparação do estilo, o modo como o autor amadureceu os temas. Cada volume é introduzido por uma análise crítica muito útil e bem feita, que abre os olhos para determinadas “coincidências” entre os contos. Já disse uma vez, para o tremendo horror estético de um professor de literatura, que achava Machado um escritor de contos, não de romances. Apenas quis dizer que prefiro os contos aos romances, de modo que fiquei muito feliz quando tive o contato com esses volumes.
Ontem à noite fui dormir com essa elegância:
“Sim, meu senhor, os adjetivos nascem de um lado, e os substantivos de outro, e toda a sorte de vocábulos está assim dividida por motivo de diferença sexual...
1) Música e Literatura;
2) Adultério e Ciúme;
3) Filosofia;
4) Dissimulação e Vaidade;
5) Política e Escravidão;
6) Desrazão.
Achei muito boa a divisão temática, porque facilita o trabalho de comparação do estilo, o modo como o autor amadureceu os temas. Cada volume é introduzido por uma análise crítica muito útil e bem feita, que abre os olhos para determinadas “coincidências” entre os contos. Já disse uma vez, para o tremendo horror estético de um professor de literatura, que achava Machado um escritor de contos, não de romances. Apenas quis dizer que prefiro os contos aos romances, de modo que fiquei muito feliz quando tive o contato com esses volumes.
Ontem à noite fui dormir com essa elegância:
“Sim, meu senhor, os adjetivos nascem de um lado, e os substantivos de outro, e toda a sorte de vocábulos está assim dividida por motivo de diferença sexual...
- Sexual?
Sim, minha senhora, sexual. As palavras têm sexo. Estou acabando a minha memória psico-léxico-lógica, em que exponho e demonstro esta descoberta. Palavras têm sexo.
- Mas, então, amam-se umas às outras?
Amam-se umas às outras. E casam-se. O casamento delas é o que chamamos estilo. Senhora minha, confesse que não entendeu nada.”
Em: O Cônego ou a Metafísica do Estilo (v. 1).
Editora: Record.
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